
No início as pessoas realizam suas funções com sortes diferentes. Em primeiro lugar, acredito que temos que definir a sorte que comentei no início.
Gostar do que faz e fazer o que gosta é uma sorte! Nessa cultura de determinar valores, que são moldados e medidos pela posse de coisas. Ser professor é construir bem no iniciozinho da "carreira" uma visão clara do que se queira alcançar. Eu nem acho que deva acontecer de modo adequado nem em tempo suficiente, mas o grau de comprometimento utilizado quando se é professor, ah meu Deus, como vai depender!
É bem verdade que é necessária coragem suficiente para sequenciar nossas responsabilidades. Realizar os objetivos diários, tipo aquele planejamento que você desenvolve, e que é a "carinha" da sua turma. Desconsiderar as dificuldades que aparecem. Pode ser que lhe ocorra algumas frustrações, mas quando você acredita que pode realizar realmente seu trabalho, não rola perder tempo: você vai lá e faz!
Agora, se você acha que educar é simplesmente enfrentar desafios dia após dia, tens toda razão. Mas não é só isso aí. Estende-se um pouco mais. É ser no mínimo paciente para receber mimos de manhã bem cedinho. É ser saudada com um coral sonoro, irregular, desafinado e principalmente amável de BOM DIIIIIAAAAAAAA Tia Ravenaaaaaa!
Então você diz: – Bom dia turma!
É ser suficientemente sensível para entender e retribuir verdadeiramente beijinhos melados e abraços apertados, não necessariamente nesta ordem. É ter uma sutil obrigação consciencional de criar uma aula apropriada para o organismo "deles", porque "eles" são agitados naturalmente, mas também são companheiros e topam sempre está feliz! É não se desesperar, mesmo sendo quase impossível evitar o descontrole. É ter um bom humor insondável para sorrir das "coisas feias" que eles a todo o momento fazem, e esconder o rosto no armário para não perder o controle da situação, entende?! (É sorrir por dentro!!!).
É exercitar a voz, porque ela precisa ser pelo menos gargantuesca ao soar alto e bom tom: FAÇAM SILÊNCIO!!! AGORA MESMO! JÁ! É ser racional e entender que você não pode consumir (não no mesmo dia) todas as guloseimas que eles te dão. A propósito as crianças de hoje não nos trazem mais maçãs.
É ser educada, e não pronunciar palavrões na frente deles, porque eles precisam de uma referência que é você. Naquele momento é você. É ter uma auto-estima controlada para não acreditar que você é tão bonita, elegante e insuperável como eles a julgam gentilmente. É ter uma odisséia espiritual de mãe. Realmente não é simples! É apenas irresistível! Eu sou sim pelas coisas simples!
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