Fiquei pensando que casa é esta? Nos múltiplos sentidos dessa chegada. Onde esta casa se situa e como perceber e compreender esse sentimento de estar nela? Estou feliz! Daqui a pouco estarei pegando o ônibus que me leva até Rui. A viagem é longa e cansativa, mas o acolhimento daquelas pessoas, daquela cidade.. Ahh, não tem cansaço no mundo capaz de sobressair. Sabe aquela ansiedade que vai aumentando ao passo que a semana, o dia, o horário da viagem, a entrada na cidade vai chegando?! Então.. não sei explicar, mas é tão generoso esse sentimento que me enebria. Eu me sinto segura entre aquelas pessoas, naquele lugar do mundo. É uma energia que revigora qualquer humano. Chego em casa e sou recebida primeiramente pelo meu cachorro. É tanta alegria que levo uns 15 minutos cumprimentado-o. Deitamos no chão, rolamos, corremos, beijamos e lambemos. Depois falo com meus amores: Meu Pai e Minha Mãe. Vejo minha velhinha Linda: Vovó Zefinha. E destrambelho com todos os outros que tanto amo. Entro reparando qualquer mudança que possa ter ocorrido, pergunto pelas pessoas, entro nos cômodos, coloco as coisas no meu quarto. - Ai que saudade, penso eu! Minha cama, sempre arrumada, com aquele lençol cheiroso e colorido. Minhas almofadas e travesseiros impecáveis, sempre organizados como eu gosto. Minhas prateleiras intactas. Tudo no seus devidos lugares. Respiro aquele ambiente saudável... Genérica e simbolicamente, sempre tenho a conotação de descanso, de fruição, de proteção e reconhecimento. Seja qual for a situação a minha casa em Rui, é o lugar que um dia habitei, delimitei lá como sendo um lugar de refúgio, cuidado, afeto, intimidade, familiaridade. Nesses retornos consigo dissipar todas as dificuldades de estar longe. Meu lar, é o centro para onde retorno das atividades exteriores. Minha casa representa meu corpo, e nesse sentido, retornar a ela é o mesmo que nascer. Pai, Pingo, Mãe, coloquem água no feijão. Eu tou chegando.

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